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Este blog se destina a levar informações técnicas aos agricultores da cidade de Ibicuí - BA, ajudando-os a melhorar a sua produdividade, gerando maior lucro e impusionando a agricultura da cidade. Este blog também tem a finalidade de passar informações sobre como cuidar melhor do meio ambiente através de práticas agronômicas corretas.
Estudando sobre forragicultura, encontrei um quadro interessante que ilustra muito bem o potencial de produção que tem uma técnica tão simples como a ENSILAGEM.
Vejam o quadro:
QUADRO 16. Comparação entre silagem de milho e silagem de capim, sobre o ponto de vista de rendimento por hectare.
| Silagem de milho | Silagem de capim | |
| Redimento/ha | 30 t | 120 t |
| Nº de vacas/ano | 3 | 12 |
| Produção leiteira/dia | 45 L | 96 L |
| Nº de bezzeros/ano | 1 | 6 |
| Nº de bezzerras/ano | 2 | 6 |
| Esterco/ano/toneladas | 43 | 175 |
| Custo de toneladas de silagem | R$ 30,00 | R$ 15,00 |
Fonte: EVANGELISTA, A. R. (dados não publicados).
OBS:
Se ajustarmos o custo de produção da tonelada de silagem em 100% para os dias atuais em 100% e considerando o valor pagor por litro de leite de R$ 0,50. teremos (desconsiderando outros custos de pordução do leite, como mão de obra, vacinas, etc.) um rendimento/ha de R$ 2.250,00 com silagem de milho e R$ 5.040,00 com silagem de capim.
Se considerarmos que em 1 ha de pasto (brachiaria) se cria 1,5 vacas, teriamos um rendimento de 12 litros por dia e uma receita de R$ 1.080,00 apenas.
Analisando estes dados, eu pergunto aos produtores da região se eles ainda acham que:
Não compensa gastar R$ 1.500,00 com silagem pois é muito trabalhoso?
E se o lucro não remunera o investimento?
Aqueles que tiverem um rio, açude ou lago na propriedade, acocelho em investir em um sistema de irrigação.
Uma capineira de capim-elefante irrigada e bem adubada pode produzir até 100 toneladas/ha. eu fiz um orçamento para irrigar uma área de 2.048 m2 (64x32), que fica por no máximo R$ 3.000,00.
Essa área irá produzir 20 toneladas, comida suficiente para sustentar 10 vacas leiteiras o ano todo comendo só no cocho.
Pegando o valor da irrigação e dividindo por 15 anos que é a vida útil dos aparelhos, teremos o custo anual de R$ 200,00.
Ou seja, com R$ 200,00 por ano tem-se a capacidade de acabar com a quebra de produção, ter a mesma quantidade de leite no periodo seco (quando o preço é melhor), não deixar o gado emagrecer e diversos outros benefícios, com apenas R$ 200,00 por ano.
Esse valor (R$ 200,00) é o que muitos fazendeiros gastam de cachaça (farra, cerveja, etc) por mês nos bares (leia-se bar, pois só tem um na cidade) da cidade.
A desculpa antes usada para não irrigar era a falta de energia elétrica. Isso não é mais desculpa tendo en vista que a maioria das regiões de Ibicuí já possui energia (graças ao programa do Governo Federal LUZ PARA TODOS).
Essa semana eu ouvi um produtor reclamar que a manga estava cheia de capim, mas a produção de leite estava caindo. Ele ficou sem entender como é possível ter comida e a produção diminuir.
Isso se deve à falta de minerais na forragem. Todos os minerais que a vaca necessita para produzir (principalmente Cálcio e Fósforo) são retirados do capim, se o mesmo é pobre nesses minerais a vaca não conseguirá produzir satisfatoriamente.
R = Fazendo uma análise de composição bromatológica do capim. Você tira uma amostra do pasto, envia para universidade (UESB ou UESC) e com 08 a 15 dias você tem a resposta. Este teste não custa mais que R$ 30,00.
R = Existem 02 maneiras de corrigir essa deficiência: usando sal mineral de boa qualidade ou adubando o pasto.
Entre as duas alternativas acima eu ficaria com a adubação do pasto, pois alem de resolver a questão da deficiência de minerais a adubação irá melhorar o pasto em vários outros aspectos e é muito mais barato e prático adubar do que sustentar os animais em sal mineral de boa qualidade.
Andei observando as atitudes dos pecuaristas (principalmente os de leite) de Ibicuí têm e descobri onde eles mais erram em suas atividades. A maioria dos produtores compram vacas leiteiras de boa genética visando melhorar o rebanho geneticamente (fato esse excelente e correto) mas se esquecem de um pequeno detalhe: animais de melhor genética comem mais que animais mestiços.
Fazendo uma comparação com carros temos: os animais mestiços sendo um UNO MILLE 1.0, os animais de melhor genética sendo um STILO 2.0, o capim sendo a gasolina e a produção sendo a distância percorrida.
Eu prefiro ter um UNO com tanque cheio.
Outra questão que reparei foi que devido à última seca, muitos produtores começaram a plantar capineiras e cana para alimentar o rebanho (excelente), mas eu me pergunto:
Essa semana eu vi vários fazendeiros comprando semente de capim para plantarem.
É estranho que todo ano os fazendeiros compram sementes para refazerem suas pastagens, tendo em vista que uma pastagem bem conduzida dura, no mínimo, 5 anos. Pastagem não é cultura anual como o milho que todo ano é necessário ser plantada.
Ainda mais estranho é que, particularmente, nunca vi as lojas agropecuárias de Ibicuí venderem um único saco de adubo. Possa ser que vendam, mas tão pouco que passa desapercebido por meus olhos.
É necessário que os fazendeiros de Ibicuí repensem suas práticas econômicas, pois se todo ano eles tão tendo que replantarem suas pastagem é porque têm algo errado. A falta de adubação pode ser um dos fatores para que isso possa está acontecendo.
Diante disso vamos às perguntas:
Com base nas perguntas e resposta acima, vocês fazendeiros tentem responder as seguintes perguntas.
Se não souberem a resposta procurem um profissional da área para tirar suas dúvidas.
Saiu hoje o Relatório Resumido da Execução Orçamentária – 5º bimestre 2008. Para ver clique aqui.
Na página 3 e 4 estão listados os gastos da prefeitura para a "Promoção da Produção Vegetal" e "Promoção da Produção Animal". Segundo este relatório a prefeitura gastou R$ 167.640,00 e R$ 35.000,00.
Independente de posição política (pois todos sabem que não apoiei o atual prefeito na última eleição) gostaria de saber onde o prefeito e o secretário de agricultura estão aplicando esta verba. Pela pouca prática que possuo na área, com essa quantia era para Ibicuí ser um pólo exportador de hortaliças. Tendo em vista que a maioria esmagadora das frutas e verduras da nossa feira vem da Lagoa das Flores em Vitória da Conquista e o pouco que é produzido na serra da lontra vai para Itabuna, fica difícil de acreditar que a prefeitura aplica realmente estas quantias na nossa agricultura e pecuária.
Se formos levar em conta os seguintes fatos:
Com base no exposto acima fica a seguinte pergunta:
Para onde realmente estarão indo estas verbas destinadas à "Promoção da Produção Vegetal" e "Promoção da Produção Animal"?
OBS: QUEM SOUBER A RESPOSTA, POSTE UM COMENTÁRIO AQUI.
Posso afirmar que 99,99% das fazendas de Ibicuí possuem pelo menos 01 vaca para retirada de leite. Temos propriedades que só produzem leite; outras que são variadas têm o leite, umas cabecinhas de corte, um cacauzinho, uma horta, etc.
Da mesma forma, tem gente que não troca o leito por nada; e já tem gente que não quer nem pensar em vender leite, porque os laticínios pagam pouco e mais um monte de porem.
Da mesma forma que no comércio do boi gordo, e qualquer outro produto agrícola, o preço do leite está atrelado à lei de mercado da oferta e demanda. Por preguiça de fazer outra tabela, vocês leitores podem utilizar a mesma tabela do tópico anterior para ver em que época o leite tem melhor preço.
Vamos às perguntas:
Os que tiverem condições de processar o leite (fazer queijo, iogurte, requeijão, etc.) é muito melhor que vender o leite para laticínios. Um exemplo disto é Izaac que faz vários tipos de queijos e sai vendendo na garupa de sua moto. Não é por que o produto é caseiro que tem qualidade inferior ao do laticínio.
Cabe a cada um decidir se compensa ou não produzir apenas o leite em suas propriedades, tudo tem que ir para a ponta do lápis para ver se é viável economicamente.
Ainda esta semana estarei postando mais dicas neste blog.
O próximo tema será sobre o Leite. Não percam!